CAP. Anterior
Dr Alfredo chama por Taty colocando a mão em seu ombro, quando Samuel já aos soluços diz: “O que fizeram com você minha irmã?”, Taty diz: “Quem é você? Eu sou sua irmã?” – fazendo Samuel chorar copiosamente diante de Taty.
Samuel abraça Taty aos prantos, Miss Victória olha a cena chorando também, amparada por Dr Alfredo:
Samuel- Taty, minha irmãzinha querida, como pode ficar assim?
Taty- Mas eu sou mesmo sua irmã?
Samuel pensa com ele mesmo: “Papai, mamãe e Elias não podem saber desse estado dela, vou fazer de tudo pra fazer ela melhorar, e assim que tiver uma melhora, aviso eles!”.
DOIS MESES DEPOIS: Erik desce do avião, cheio de presentes e encontra Miss Victória no saguão do aeroporto. Os dois se abraçam cheio de saudades. Erik diz:
Erik – Que saudades de vc mamãe, trouxe presente pra todos!
Miss Victória – Hmmmmmmm, to vendo um pacotinho vermelho aí, é o que eu to pensando?
Erik – Não podia deixar de presentear a Camila né? Gosto muito dela, uma grande amiga!
Os dois vão caminhando enquanto Miss Victória diz: “Mas anda filho! Me conta como foi a viagem!”.
Após um tempo afastado, recuperando-se da emboscada, Pedro retoma as suas atividades na delegacia. Vai até a cela anunciar aos presos o seu retorno. Chega cantando: “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar...”. Chinelão diz ao delegado que lamenta o ocorrido. “Quem poderia fazer uma maldade dessas? Todo mundo adora o senhor...”, declara. “Cala a boca, baba-ovo! Na minha delegacia, precisa muito mais do que isso pra ganhar comida quente!”, corta o policial, que acrescenta: “Os vagabundos que fizeram isso comigo são amadores, cometeram um erro crucial: ME DEIXARAM VIVO! Mas eu vou descobrir quem são e mostrar pra eles como se faz o serviço bem feito!!!”.
Humberto está reunido com Rubens e Rogério e os três conversam sobre Erik. Nisso chegam Felipe e Marcelo, os dois com a cara vermelha:
Humberto- Nossa! Enfiaram a cara no forno?
Felipe- Problemas “cardíacos”!
Marcelo- As mulheres não querem saber mais de homens de verdade, preferem homens metidos a intelectuais, ou seja, homens molengas!
Humberto- Como o meu querido irmãozinho Erik? Hahahahahahaha
Rogério corta a conversa: - To tendo uma idéia aqui, Humberto, poderíamos dar uma bela recepção de “boas vindas” ao Erik!
Rubens- Boa idéia viu...o que acha chefe?
Humberto- Sabe que eu tava pensando em fazer algo parecido? Mas o que vocês sugerem?
Rogério- Que tal acabar com aquele Opala cafona dele? Poderíamos por exemplo dar uma “calibrada” nos pneus, trocar aquele vermelho brilhante por uma cor de burro quando foge, e ainda deixar uma mensagem de boas vindas no parabrisa, que eu sugiro dar uma boa de uma tijolada também!
Humberto- E não é que o nosso capacho finalmente teve uma boa idéia! Estreou o cérebro finalmente!
Rubens- Ta aí, gostei da idéia. Hahahahahahahahaha (risada maléfica)
Taty está em seu quarto na clínica, ninando uma boneca Gingadinha, da Estrela. Dr. Alfredo entra, trazendo Miss Victória e Samuel. “Visita!”, anuncia, e se retira. Sem saber como a interna vai reagir, Victória lhe dá oi. “Vovó!”, exclama a jovem. A estilista comenta com Samuel: “Acho que ela é um caso perdido”. “Vamos ver se ela me reconhece”, propõe o jovem.
Samuel – Oi!
Taty – Oi!
Samuel – Lembra de mim?
Taty – Claro!
Samuel – E você sabe quem eu sou?
Taty – Claro! Você é o Ferrugem, aquele menino que faz os comerciais da Ortopé!
Samuel – Hein?
Taty – Buuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Samuel recua para perto da Miss, assustado. Taty solta uma sonora gargalhada e diz: “É brincadeira, claro que eu sei quem vocês são! Miss Victória e Samuel!” Os olhos dos visitantes cintilam de emoção. Taty diz com a voz embargada: “Samuel! Meu irmão amado, o que seria de mim sem vc?!”. Os três se abraçam e choram.
Erik chega até a fachada da Rádio Giro. Observa com ansiedade, se benze e entra, confiante. Lá encontra o recinto às moscas e fica um pouco desapontado. Passa um homem e ele pede informações, dizendo que está interessado em um emprego, mas que agora já está até mudando de ideia. Não imaginava a zona que era a Rádio, sem saber que, na verdade, trata-se do dono da estação: Manoel Ferraz , que não revela sua identidade, e dá uma de gaiato, dizendo que ouviu dizer que o dono só contrata quando o candidato já chega com uma matéria inusitada, diferente de tudo que já foi visto.
-Minha nossa!!! – lamenta o desolado Erik, mas logo depois se anima: adoro desafios, fala pra esse teu chefe que vou fazer uma revolução nessa espelunca.
E sai decidido, sob os muxoxos de Manoel .
- É cada um que me aparece...
João está sentado na frente de casa, fumando seu cachimbo. Josefa chega correndo, esbaforida, aos gritos.
Josefa – CARTA DO SAMUEL! CARTA DO SAMUEL!!!
João – E o que diz?
Josefa - Deixei pra abrir agora. Cadê o Elias?
João – Tá no campo. – pega um berrante e toca bem forte. Elias aparece correndo.
Elias – Chamou, pai?
Josefa – Chegou carta do Samuel. Vou ler. - abre a carta e começa a ler só pra ela. De repente, cai num choro convulsivo. – NÃÃÃO! MEU DEUS, NÃÃO!!!
Elias – O que foi mamãe?
João – Eu achei que ela ia ler em voz alta. Olha, pelo jeito é notícia ruim. Pode ler pra nós, Elias? Tô com preguiça...
Elias começa a ler a carta, que conta a triste trajetória de Taty na cidade grande.
Josefa – Vamos já pra lá!!!
Elias – Isso, mamãe!
João – Isso, vamos. Mas tem que ser agora? Eu acabei de acender meu cachimbo...
Dr Alfredo vai ao quarto de Taty com uma bandeja tampada. Abre, há bolinhas semelhantes à pequenas almôndegas, mas com um aroma mais pronunciado. Oferece a jovem, que refuga. Dr. Alfredo insiste, ela novamente recusa. O doutor pega uma bolinha e come, fazendo cara de quem está achando delicioso. "Não quer mesmo? Tá ótimo", incentiva, ao mesmo tempo em que saboreia outra bolinha. Cansada de tanta insistência, Taty afirma categórica: "Eu sou da roça, sei muito bem o que são essas bolinhas. Isto é cocô de bode, eu não vou comer isso aí!”. Dr. Alfredo faz anotações e comunica Taty: "Acabei de assinar a sua alta". Ela se emociona: “Minha alta?!”. “Sua alta conta”, complementa o médico. “Sim, você ficou aqui um bom tempo, e... Sabe como é, somos uma clínica particular, precisamos comer, meu Landau precisa de gasolina... Mas você está muito bem, se é o que queria saber. E não se preocupe, podemos negociar”. Taty fica sem ação. O Sombra aparece apenas para ela, diz algo em seu ouvido e desaparece. A moça abre um sorriso e propõe ao médico realizar o pagamento sob a forma de um desfile. Ele pede mais detalhes e a moçoila, com os olhos radiantes tal qual o Sol da aurora do novo dia de seu existir, mas usando a boca, explica que a idéia é ela criar modelos de roupas e realizar um desfile com os internos do sanatório. “Hummm... Você acha que há alguma possibilidade da Xuxa desfilar?”, questiona o doutor. “Creio que sim, mas o Pelé viria junto”, responde prontamente a jovem. “Ah, então coloca os internos mesmo. Se eles concordarem, é claro!”, rebate Dr. Alfredo, estendendo a mão para Taty. “Negócio fechado!”, os dois exclamam. A jovem pede para usar o telefone e liga para Miss Victória, que adora a idéia e se dispõe a ajudar no que for preciso.
A Gangue chega na garagem da casa de Miss Victória, onde está guardado o carro de Erik. Rogério carrega as latas de spray, Rubens uma tesoura, Humberto o tijolo. Marcelo e Felipe dão cobertura na entrada da garagem:
Rubens- Eu começo furando os pneus! – E crava a tesoura nos 4 pneus do Opala de Erik
Humberto- Deixa eu atirar logo esse tijolo! – E joga o tijolo no parabrisa do carro, deixando o vidro todo quebradiço com um buraco no meio
Rogério- Agora vem a melhor parte! – E começa a pixar todo o Opala de Erik, e deixa escrito no parabrisa quebrado “Otário!”.
Nisso os 5 saem em disparada da garagem.
Erik conta a Miss Victória sobre o teste da rádio, e ela sugere que ele cubra o desfile que ela e Taty estão organizando no sanatório, pois desfile com loucos é uma coisa inusitada.
Erik está descrente, mas logo pensa:
- Ah, tudo bem. No mínimo vou dar boas gargalhadas com isso.
Miss Vitória rasga elogios a Taty, dizendo que ele precisa conhecê-la, pois é uma jovem encantadora e talentosa, embora esteja um pouco perturbada. Erik logo rebate:
-Mãe, a senhora quer me desencalhar a todo custo, hein! Até maluca virou partidão pra mim.
- Filho, é sério, foi uma sensação que eu tive agora. Acho que essa moça e você têm tudo a ver. Só não me pergunte por que.
-Ah, mas não vou perguntar mesmo... e dizem que com terapia a pessoa melhora...rs!
Os dois dão boas risadas e seguem em direção ao carro para irem até o sanatório, mas encontram o carro do Erik com os 4 pneus furados e pixado. Miss Vitória fica assustadíssima, mas Erik logo declara:
- Por que será que eu não tô surpreso? Como se não soubesse quem aprontou isso...
Camila está em frente ao espelho da penteadeira do seu quarto, suspirando, enquanto se emboneca para ver Erik. Gilda entra no quarto e a encontra bastante animada. As duas conversam sobre o jovem.
Camila - Ai, mamãe, ele é lindo, elegante, cheiroso, inteligente, querido, educado, carinhoso, compreensivo, sensível. Parece até um galã de novelas!
Gilda – Ele não parece, minha filha. Ele É o galã desta novela.
Camila – Ai, mãe... Nem comente isso por aí, o Humberto pode ficar com ciúmes...
Neste momento, Otávio, que passava pelo corredor, entra no quarto.
Otávio – Hein? Eu ouvi vocês falarem do Humberto? Sabem que apesar de tudo, apesar dele ser um ladrãozinho vagabundo, eu tenho que admitir: ele tem alguma coisa, eu não sei exatamente o quê, mas ele tem alguma coisa que me agrada. Vou com a cara dele, acho que este menino tem conserto...
Camila – Na verdade, papai, falávamos do Erik, estou me arrumando para vê-lo.
Otávio – Ah, sim. É, eu acho que ele combina mais com você, tem todo o jeito de quem gosta de passear no parque de mãozinha dada e oferecer maçã-do-amor. Saiba que faço muito gosto de um namoro entre vocês. Capriche bem no visual, não se esqueça de depilar as axilas. Aproveite e raspe o bigode também.
Taty está na máquina de costura criando os modelitos para o desfile. Um grilo pousa na mesa. A jovem admira a graciosidade do ortóptero que lhe dá oi. Ela reage com estranheza, afinal, já não está mais tão louca como nos capítulos anteriores. “Você não está me reconhecendo?”, insiste o grilo. “Não”, responde Taty. O grilo assume rapidamente a forma de um vulto e a moça finalmente o reconhece.
Taty – SOOOMBRAAA!!! MEU AMIGO!!!
Sombra – Isso, berre! Berre bem alto pro pessoal aqui lhe dar uma injeção que você só vai acordar daqui a três meses!
Taty – É mesmo... hihihi
Sombra – Vim lhe dar os parabéns pela evolução! Estás no caminho certo. Vejo um futuro brilhante pra você!
Taty – Você faz previsões? Se importa de ver aí pra mim o próximo resultado da loteria esportiva?
Sombra – Pô, é brincadeira! A gente estende a mão, já querem o braço!
Taty – Mas eu vou doar uma parte para instituições de caridade...
Sombra – Aff... Todos dizem isso antes. Belas roupas!
Taty – Obrigada!
Sombra – De nada. Eu só não entendo por que fazer roupas que ninguém usa no dia-a-dia. Bem coisa de planeta Terra mesmo.
Taty – Estas roupas de desfile não se usa mesmo, mas sugere tendências. São modelitos conceituais.
Sombra – Ah, sim, conceituais. Pôxa vida, isto é incrível.
Taty – O quê é incrível?
Sombra – Você. Há dois meses atrás, era uma menina da roça que fazia roupinhas de boneca. Agora já fala em “modelitos conceituais”... Só em novela mesmo! Bom, eu tenho que ir. Até a próxima!
Dr Alfredo caminha pela rua, satisfeito com mais uma vitória que foi a melhora de Taty, até que encontra Humberto bêbado aos risos com a Gangue. Ele se lembra de Miss Victória se culpando pela surra que deu no filho, e tenta conversar com o pobre marginal: “Humberto, vc é um rapaz brilhante, pq fazer isso com a sua mãe que faz tanto por você?”. O rebelde logo corta o papo e diz: “Que eu saiba você é o analista da minha mãe e nada meu, vê se não enche seu doutorzinho de quinta!”. Dr Alfredo vai embora, Humberto olha pra ele caminhando e diz a Gangue: “Eis aí o nosso próximo alvo!”.
Adhemar está prostrado em um canto da cela enquanto Chinelão e Feitoria jogam cartas. Difícil saber qual dos dois trapaceia mais. Discutem o tempo todo. Adhemar pede silêncio quando o rádio começa a transmitir o programa do pastor Jesuíno: “Porque todos os seres humanos têm o direito de se arrepender! Todos os seres humanos têm direito a uma segunda chance. Jesus morreu para purgar nossos pecados! Jesus foi pregado na cruz! Ele está de braços abertos para receber os que buscam a redenção...”. Adhemar começa a erguer a cabeça, numa emoção crescente. “EU QUERO UMA BÍBLIA! EU PRECISO DE UMA BÍBLIA!!!”, suplica. Diante desta fala, a emoção toma conta também de Feitoria. “Mas olha só! ESTE é o Adhemar que eu conheço! Você tá pretendendo aplicar o golpe do pastor quando sair daqui? Eu posso ajudar, posso ser o cara da muleta!”, exclama. Adhemar começa a chorar. “Será possível que eu nunca vou me livrar da imagem de pilantra, vigarista?”, indaga. “Que é isso? É um ensaio? Faz parte da encenação do golpe do pastor?”, pergunta Feitoria. Aumenta a intensidade do choro de Adhemar. Chinelão, que só observava, interfere:
Chinelão - Para, Feitoria! Respeite um homem em crise!
Feitoria – Para você! Qualé, vai dar uma de mané?
Chinelão – Que mané o quê! Não ta vendo que o hômi não tá bem?
Feitoria – O Chinelão tá ficando sensível... Sabe que cê nunca me enganou? Depois daquela história de chorar quando foi ao ar a última cena com o Jardel...
Chinelão – ISSO ERA SEGREDO!!! EU VOU TE MATAR!!!
Neste momento, Adhemar segura e dá um fraternal abraço em Chinelão.
Adhemar – MEU IRMÃO! Eu sempre tive a impressão de que por trás de você há um homem de bem!!!
Feitoria cai na gargalhada. Chinelão fica um tempo sem ação, pensativo, depois se solta de Adhemar.
Chinelão – Opa, vamos parar por aí. Senão não te defendo mais!
Clarissa está parada em uma esquina. Potenciais clientes andam por ali. “Hoje não!”, informa a todos a libertina. Ela não consegue parar de pensar em Humberto: “Canalha, patife! Aposto que não aparece porque a mamãezinha o colocou de castigo!”. Bruno passa por ali e a aborda. Antes que ele fale qualquer coisa, ela já corta:
Clarissa – Tô de folga!
Bruno – Por favor, eu só queria saber se a senhora sabe se tem algum lugar que venda pirulitos por aqui...
Clarissa – Numa lojinha, dobrando a próxima esquina.
Bruno – Obrigado. A senhora é prostituta?
Clarissa – Não. Sou devota de Santa Maria Madalena e estou pagando uma promessa.
Bruno – Ah, bom. Desculpe, eu não quero atrapalhar. É que achei que a senhora fosse do ramo e gostaria de saber o preço.
Clarissa – Hoje eu estou fechada.
Bruno – Ta bom. Quando a senhora abrir, a gente conversa. – e sai andando.
A jovem meretriz pensa melhor, muda de ideia e chama o garoto de volta, que atende prontamente.
Clarissa – Mas tem uma coisa. Pra você é mais caro.
Bruno – Por quê?
Clarissa – Porque vou ter mais trabalho. Além de prostituta, vou ter que ser professora.
Bruno – A senhora me ofende dizendo isso. Se quer saber, eu já transei DUAS vezes!!!
Clarissa – Ah, para! Você pode enganar os mãos-peludas dos teus coleguinhas de colégio com essa conversa, não a mim, meu filho!!! Se bobear, nem beijar na boca você beijou... Quer saber? Chega de conversa, vamos resolver isso aí. – agarra o donzelo pelo braço e o conduz – Vamos embora, estamos perdendo tempo e tempo é dinheiro. E se me chamar de “Tia” eu te parto ao meio!...
A Gangue está reunida no esconderijo e Humberto explica o plano contra Dr Alfredo:
Humberto – Esse doutorzinho vai ver que não deve se meter com Humberto Ferrez Ruffolini! Vamos dar só um susto nele, ouvi minha mãe comentar com o panaca do meu irmão, que ela vai promover um desfile no Sanatório do cretino. Quem diria minha mãe uma estilista renomada, fazendo desfiles em um sanatório e amiga de uma louca débil mental!
Rubens- Mas como seria esse susto, chefe?
Humberto- Simples, vamos invadir o Sanatório na calada da noite e deixar a nossa marca, mas sem roubar nada, como eu disse, vamos somente dar um susto nesse doutor!
Erik e Miss Victória chegam no sanatório e não encontram Dr Alfredo, os dois decidem procurar ele um em cada canto: “Vai pra esse lado, e eu vou pra aquele lado”, diz Erik. Miss Victória começa a andar por um corredor cheio de quartos e não encontra ninguém. No outro corredor Erik anda olhando para os lados, na sua direção vem vindo Taty com um copo d’água, mas o rapaz não a vê na sua frente, e os dois se esbarram com força, fazendo a água do copo que Taty leva nas mãos caia tudo em cima de Erik:
Taty- Ai desculpa! Não foi por querer! Nossa, acabei te molhando, me desculpa! – Ela começa a passar a mão na camisa molhada de Erik, se desculpando.
Erik- Não foi nada, a culpa é minha por não ter te visto.
Taty para e pergunta: - Mas, quem é você e o que faz aqui?
Nisso os dois ficam frente a frente, olhando um nos olhos do outro.
Taty faz a prova de modelito nos internos do sanatório. Camila se declara pra Erik. Humberto e a Gangue invade o sanatório e se depara com Taty.