quinta-feira, 29 de outubro de 2009

REVISTA MIGUXA - Edição 1

DOCE VIDA ESTÁ DE VOLTA

Depois de quase 6 meses fora do ar, está anunciado para o próximo dia 16 de novembro, o retorno da novela Doce Vida, de Arlette J. Gaudin. A trama contará com novos personagens e algumas mudanças em alguns nucleos, vale a pena conferir. "A segunda fase promete fortes emoções!" - esclarece a autora.

GUILHERME STAUSH CONVERTE VITOR SANTOS, WALTER CERQUEIRA E EMMANUEL DO VALLE

Sombra (Guilherme Staush) não ajuda somente Taty (Ângela Pires). Ele vai aparecer em forma de Jesus Cristo na cela de Adhemar (Vitor Santos), Chinelão (Walter Cerqueira) e Feitoria (Emmanuel do Valle). Os 3 estelionatários vão se comover com a imagem e as palavras de Sombra, e finalmente vão se converter a religião evangélica e deixar a vida de bandidos.

CARLOS CARVALHO FINALMENTE DESCOBRE OS AUTORES DE SUA EMBOSCADA

Delegado Pedro (Carlos Carvalho), após 2 anos de investigações, finalmente descobre os autores da emboscada a qual sofreu, e todos nós já sabemos que se trata de Rubens (Daniel Pepe) e Rogério (Rodrigo Ferraz). Pedro não vai medir esforços para castigar os dois marginais.
A cena irá ao ar no primeiro capítulo da segunda fase de Doce Vida, e promete ser eletrizante!

ÂNGELA PIRES DERRUBA MANEQUIM NA CABEÇA DE THIAGO HENRICK

Após sair do Sanatório Mente Aberta, Taty (Ângela Pires), irá trabalhar no atelier de Miss Victória (Carmen Farão). Porém, ao carregar um manequim, irá derrubá-lo do alto da escada e cairá na cabeça de Humberto (Thiago Henrick). O marginal fica enfurecido com Taty. A cena fará parte do primeiro capítulo da segunda fase da novela Doce Vida.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Capítulo 10

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Taty está sem sono, ansiosa por causa do desfile que será no dia seguinte, e começa a caminhar pelo sanatório. Ela se lembra que esqueceu alguns tecidos na sala de Dr Alfredo, e vai lá buscar. Quando entra na sala, encontra Humberto mexendo na mesa de Alfredo: “AAAAAAAAAAH! LADRÃO!!! LADRÃO!!!”. Humberto se assusta, corre e tampa a boca de Taty!

 

Taty começa a se debater enquanto Humberto ainda tampa a boca dela pra que não grite. Rubens, Rogério, Felipe e Marcelo estão andando pelo corredor do sanatório. Pra defender Taty, Sombra aparece em forma de vendaval e tudo no sanatório começa a tremer, os quadros começam a cair no chão, a mesa de Dr Alfredo começa a se mexer. O vendaval também vai até o corredor onde estão os outros membros da Gangue, onde os 4 rapazes se assustam e saem correndo, achando se tratar de fantasmas. Na sala de Dr Alfredo, Humberto também se assusta, joga Taty no chão e sai correndo.

Samuel chega à pensão onde está hospedado e na sala estão João, Josefa e Elias. Ele dá boas vindas à família e pede a bênção a Josefa.

Samuel – Bênção, mãe.

Josefa – Não.

Samuel – Não?

Josefa – Eu só dou bênção aos meus filhos. Você não é meu filho. O MEU filho jamais ficaria dois meses na cidade grande sem mandar notícias! – Samuel fica sem graça. – Não tem vergonha, menino? A gente se sacrifica pra dar o melhor aos filhos, e eles? Somem no mundo. Ai, meu Deus, eu não mereço isso! João, não vai fazer nada?

João – Claro que vou. Samuel, dá cá um abraço no seu pai, tô com saudades!

Samuel abraça João e, depois, Elias.

Elias – Mano véio, quanto tempo! Sabe quem anda tristonha, sentindo muito a sua falta? A jumenta Suzana! Esses tempos eu tentei montar nela, mas não tenho a experiência que você tem.

Samuel – Ah, ela não tem paciência com quem tá começando...

Josefa – Quero ver a minha filha Tatiana!

Samuel – Claro! Ela vai adorar a surpresa!

João – Então “simbora”!

Erik conta a Miss Vitória sobre seu namoro com Camila. Miss Vitória comemora dizendo que Camila é um encanto de moça e que ela sabia que um dia isso acabaria em namoro. Erik pergunta o porquê e Miss Vitória confessa: "Seu diabinho! Tá pensando que eu não sei que vocês se beijavam debaixo da minha mesa de corte quando eram crianças? Eu sempre soube..." Diante de tal declaração, Erik fica ruborizado.

Taty conta pra Dr Alfredo do ataque ao Sanatório, e logo ele já pensa em Humberto. Dr Alfredo pergunta se ele não fez nada com Taty, ela diz: “Não, meu amigo S..., quer dizer, deu uma ventania tão forte, as janelas abertas, bem, tudo começou a cair e eles saíram correndo.”

Humberto conta para Clarissa o que lhe aconteceu no sanatório Mente Aberta, mas encontra dificuldades para convencê-la.

Clarissa – É alguma droga nova que ta rolando por aí?

Humberto – Eu juro, juro por tudo o que me é mais sagrado! Eu tava lá e me apareceu um fantasma! Aí...

Clarissa – Sei. Aí a mamãe lhe buscou e levou pra casa pra você trocar sua cuequinha...

Humberto – É sério, Clarissa! Não brinque com isso!

Clarissa – Tá bom. Você viu um fantasma, então?

Humberto – Sim. Juro!

Clarissa – E por que não aproveitou que estava em uma clínica psiquiátrica e ficou internado lá?

Humberto – Clarissa...

Clarissa – Humberto, eu sei o que é isso aí. Os homens estão sempre produzindo... quando acumula muito, começam a ver coisas... Eu sei como é isso aí... Mas venha comigo, que eu também sei como se resolve... – puxa Humberto pelo braço e o leva...

 

Isso merece uma comemoração! – diz Miss Victória animada. Erik diz: “Comemoração? Como assim?. Miss Victória rebate: “Sempre considerei a Camila como uma filha, e agora mais do que nunca ela faz parte da família. O que acha de um jantar?” Erik aceita na hora a idéia, e vai logo contar a Camila.

João, Josefa e Elias são levados por Samuel até o sanatório. Eles acreditam que vão encontrar Taty com uma camisa-de-força, dando pulos e achando que é uma galinha. “Bom, pelo menos a gente pode pegar uns ovos pra fazer uma omelete”, conforma-se João. Elias aborda uma mulher, pensando tratar-se de uma enfermeira, e toma um susto ao ver a irmã. A família se surpreende com o bom estado de Taty. Os cinco se abraçam e choram, emocionados. Taty conta a família sobre o desfile. Josefa, ainda angustiada, inquire a filha:

Josefa – Taty... preciso saber uma coisa... maltrataram você na cidade grande?

Taty – Ai, mamãe. Muito. A senhora nem sabe o quanto. Eu desci do ônibus e fui assaltada, levaram tudo o que eu tinha. Aí eu fiquei zanzando pelas ruas, até que vim parar aqui nesta clínica.

Josefa – Foi Deus quem te trouxe aqui, minha filha.

Taty – Não, mamãe. Foi o Dr. Alfredo.

Josefa – Mas o que eu quero mesmo saber é se... ai... como vou dizer... judiaram de você?

Taty – Que é isso, mamãe? É claro que não! Sempre fui tratada como uma dama!

Josefa – Dama do dia ou da noite?

Taty – Mamãe, não estou lhe entendendo...

Josefa - Minha filha, uma menina nova, inocente como você, sozinha numa cidade grande, sem ninguém pra lhe proteger... uma grande tentação para aqueles que vivem sob a influência do ‘lá de baixo’. Fale a verdade, não minta pra sua mãe que é pecado: fizeram... fizeram alguma porcaria com você?

Taty – Ah, acho que entendi. Mamãe, não se preocupe. Se eu morresse hoje, poderia ser enterrada em um caixão branco.

Josefa cai de joelhos, chorando e agradecendo.

Josefa – Obrigado, Senhor! Obrigado! Eu rezei tanto! Eu sabia que o Senhor ia olhar por ela! Não deixei um único minuto de pensar na minha filha e orar, orar muito. Obrigado, Senhor!!!

O Sombra aparece somente para Josefa, sob a forma de um halo luminoso e, com uma voz cavernosa, mas plácida, diz: "De nada. Agora levanta daí que você tá pagando o maior mico!!!"

Miss Vitória está ansiosa com os preparativos e dá ordens a tudo e a todos, quando Clodovil e Elke Maravilha adentram o recinto. Miss Vitória vai ao encontro dos dois: "Mestre Clô, Elke, querida, que honra!"

- Como vai, meu amor? Diz Clô dando beijinhos ao vento

- Beijados e arrasados todos, gracinhas! – diz a sorridente Elke.

- Preparem-se, meus amores. O que vocês irão ver hoje irá revolucionar o mundo da moda. Vai ser literalmente ume loucura. – anuncia Miss Vitória

- Hahahaha, meu amor! Só você mesmo pra me fazer vir a um sanatório assistir a um desfile de moda. Mas como negar o convite de minha melhor discípula? Talentosíssima. Claro que está há léguas do meu talento, mas costura direitinho.

Miss Vitória, confusa: - Será que isso foi um elogio?

Elke começa a gargalhar.

“Vocês viram também? Agora to com fama de maluco!” – diz Humberto frustrado. “Sempre achei aquele lugar estranho” – afirma Rubens. “Credo, só de lembra me dá um arrepio na espinha!” – diz Rogério com uma expressão assustada. “É melhor a gente esquecer isso galera, talvez não seja nada demais, é só o vento que entrou pela janela” – diz Marcelo. “Quer saber? Eu vou tomar um belo de um banho, me arrumar, e azarar umas gatinhas por aí, melhor do que ficar encucado com coisas absurdas!” – diz Felipe se levantando pra sair. “Pois é, vou indo também, porque o rango ta saindo lá em casa e parece que esse jantar promete!” – diz Humberto com um olhar maquiavélico.

Um a um os internos, com uma pesada maquiagem, começam a desfilar a coleção.

A música do desfile é “Thriller”, com Michael Jackson e alguns internos fazem a coreografia do zumbi. Elke às gargalhadas e Clô revira os olhos de aversão.

Erik observa Taty encaminhando os “modelos” um a um no desfile com o maior carinho e encanta-se por ela. Os olhares de Taty e Erik se cruzam e ela, distraída, acaba tropeçando. Apreensão total. Miss Vitória e Elke aflitas. Erik sobe até a passarela e levanta Taty.

Esperta, Miss Vitória pergunta a Clô se ele gostou da proposta de misturar moda e encenação. Clô, sempre ácido, dispara:

- Tudo bem, a mocinha está longe de ser uma Cacilda Becker, mas dá conta do recado.

-Ufa! – relaza Miss Vitória.

Elke Maravilha não resiste e vai fazendo marcas de batom nos modelos, enquanto Clô olha tudo com cara de nojo. Taty, nervosa, pergunta a Miss Vitória:

- Será que ele tá gostando, Miss?

Miss Vitória, com expressão enigmática, diz a Taty que está na hora dela e a manda correr até a passarela. Taty é ovacionada por todos e desfila com seus modelos ao som de “Balada do louco” com Ney Matogrosso.

Taty pede que Miss Vitória e Erik subam ao palco e eles são aplaudidos de pé (menos por Clô, é claro, que ainda solta um bocejo).

Humberto e Clarissa chegam à casa dele, onde estão Erik, Clarissa e Miss Victória prestes a jantar.

Humberto – (passando a mão no estômago) Tá saindo o rango?

Miss Victória – (com um certo desdém no rosto) Está sim, porque? Estão pensando em comer aqui?

Humberto – Sim, algum problema?

Miss Victória – (irritada) Nenhum.

Miss Victória não disfarça que não gostou. Vai até a cozinha para ver se já está tudo finalizado. Durante o jantar, ela conversa com Erik e Camila como se os outros dois não estivessem ali. Exalta as qualidades de Camila, alfinetando Clarissa.

Miss Victória – Que bom que você e o Erik deram certo. Sempre esperei para ele uma moça simpática, meiga, de bom caráter. Aliás, não só pra ele. (Ela lança um olhar furtivo para Clarissa).

Clarissa se irrita demais, tenta não perder as estribeiras, mas não consegue.

Clarissa – É verdade, a Camila me parece ser uma moça muito boa...mas ainda é franga, vai ter que aprender muito com a senhora pra ser uma perua!

Miss Victória se levanta calmamente e tira os pratos de Erik e Clarissa da mesa e os manda embora. Quando Humberto e Clarissa estão saindo da sala, Camila leva o guardanapo à boca e Clarissa nota um leve sorriso em seus lábios. Sente vontade de avançar na moça, Humberto percebe o ímpeto, mas a impede.

 

 

Clarissa planeja se vingar de Camila. Erik leva a matéria do desfile para Manoel. Otávio volta de viagem.

domingo, 31 de maio de 2009

Capítulo 9

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Erik anda olhando para os lados, na sua direção vem vindo Taty com um copo d’água, mas o rapaz não a vê na sua frente, e os dois se esbarram com força, fazendo a água do copo que Taty leva nas mãos caia tudo em cima de Erik:

Taty- Ai desculpa! Não foi por querer! Nossa, acabei te molhando, me desculpa! – Ela começa a passar a mão na camisa molhada de Erik, se desculpando.

Erik- Não foi nada, a culpa é minha por não ter te visto.

Taty para e pergunta: - Mas, quem é você e o que faz aqui?

Nisso os dois ficam frente a frente, olhando um nos olhos do outro.

Erik diz a Taty, ainda olhando nos olhos dela: “Prazer! Erik Ferrez Ruffolini, eu sou filho da Miss Victória, sou jornalista e vim fazer uma matéria sobre o desfile que ela e uma amiga internada aqui vão promover. Taty abre um sorriso de orelha a orelha e diz: “Nossa! É mesmo? Então o prazer é todo meu! Tatiana Silva, mas pode me chamar de Taty! Erik fica surpreso com a desenvoltura de Taty, que aos olhos dele não parecia tão perturbada, e diz: “Então você é a famosa Taty! Agora eu me sinto honrado de ter sido molhado por você!. Taty começa a rir e diz: “Que famosa que nada, bem, quem sabe um dia né! Essa história ainda tem muito a ser desenrolada...”. Os dois dão risada e vão a procura de Miss Victória, mas antes, como um bom cavalheiro, Erik deixa Taty passar primeiro.

 

Otávio se prepara pra viajar, ele diz que é viagem de negócios. Gilda arruma as malas dele, e quando Otávio está de saída, diz: “Espero que você consiga fechar negócio dessa vez meu amor!” – e dá um beijo no marido, depois continua: “Que coisa! Já são quase 5 da tarde e o Bruninho não chega com os pirulitos que eu mandei ele comprar pra eu levar no desfile da Victória e da Taty no sanatório! Vou atrás dele!” – e sai a procura do filho. Nisso que fica sozinho em casa, Otávio pega o telefone e faz uma ligação: “Chego aí em meia hora, querida!”

 

Humberto combina com a gangue todos os detalhes do susto que vão pregar em Dr Alfredo: “De noite, quando todos tiverem dormindo, vamos deixar nossa marca dentro daquele antro de débil mentais” – diz Humberto, categórico. Rogério pergunta se não iriam roubar nada de lá e Rubens corta o amigo dizendo que não. Felipe e Marcelo também concordam com o plano.

 

Miss Victória diz estar ansiosa com o desfile, que já contatou a Elke Maravilha e Clodovil, e eles disseram que com certeza marcarão presença: “Sou “assim”, com eles, Clodovil então, meu mestre!” – diz bastante empolgada a estilista. Taty ao ouvir isso também se mostra empolgada: “Uau! Sempre acompanhei o Clodovil no Tv Mulher, vai ser uma honra conhecer ele! A Elke também arrasa! Sabe, lá na roça o meu maior passatempo aos sábados é ver a Elke no Cassino do Chacrinha!”. Erik presta atenção na conversa, olhando Taty, admirado.

 

Gilda está a procura de Bruno e acaba vendo ele saindo com Clarissa de um cortiço: “O que você está fazendo com essa mulher?” – diz Gilda com voz de autoridade. Clarissa diz: “Estava atendendo seu pobre filhinho iniciante, algum problema coroa? Aliás, que pena não, acabei ficando com o dinheiro que o seu querido pimpolho iria comprar pirulitos, hahahahahahaha!”.

Gilda fica em estado de nervos e começa a ofender Clarissa: “Sua vadiazinha barata! Fica longe do meu filho! Já não basta o que você faz com o filho da minha amiga! Meus Deus! Esse mundo está perdido!. Clarissa rebate: “Foi o seu adorado filhinho que me procurou madama! E pra sua informação, prefiro ser uma vadiazinha do que uma franga como a sua filha!”. Gilda não se faz de rogada e arrasta Bruno pelas orelhas: “Seu atrevido! Agora você vai ver o que é ser iniciado embaixo de uma vara de marmelo!”.

 

Os internos estão em fila pra prova dos modelitos de Taty: “Hummmmm, esse ficou perfeito em vc!”. Dr Alfredo assiste tudo admirado com a grande melhora dela. “Doutor, se continuar me olhando assim eu juro que faço você desfilar também!” – brinca Taty. “Ta me estranhando né? Eu sou um homem boêmio demais pra andar em passarelas!” – diz Dr Alfredo aos risos.

 

Erik vai ao encontro de Camila no parque da cidade, já está anoitecendo: “Que bom que você chegou Erik! Senti tanto sua falta!” – diz Camila, já abraçando o rapaz. “Você tá linda! Se eu disser que não senti sua falta, vou estar mentindo. Mas me diz, o que tanto quer conversar comigo?” – diz Erik. Camila começa a se declarar a ele, dizendo que sempre foi apaixonada por Erik desde menina e que agora faria de tudo pra conquistar o seu coração. Erik ouve tudo com atenção: “Poxa Camila! Fico feliz que vc esteja dizendo isso, sabe que eu sempre te achei uma gracinha? Bem, eu também gosto muito de você, sempre nos demos muito bem, a gente pode tentar! O que acha?”. Camila fica com os olhos brilhando, Erik passa a mão em seu rosto, e os dois se beijam.

 

Clarissa sai a procura de Humberto, vai até a casa dele e começa a jogar pedras na janela do quarto dele, mas ninguém dá sinal: “Aquele bundão! Deve ter sido amordaçado e amarrado pela mamãezinha dele, como aconteceu com o pobre do Rogério na delegacia, bem, nesse caso não sei quem é mais bunda mole hahahaha!”.

 

Já é quase madrugada e a gangue está pronta pra atacar o Sanatório Mente Aberta. Os marginais pulam o muro que dá pro jardim, e entram por uma janela aberta. Cada um vai pra um canto diferente. Taty está sem sono, ansiosa por causa do desfile que será no dia seguinte, e começa a caminhar pelo sanatório. Ela se lembra que esqueceu alguns tecidos na sala de Dr Alfredo, e vai lá buscar. Quando entra na sala, encontra Humberto mexendo na mesa de Alfredo: “AAAAAAAAAAH! LADRÃO!!! LADRÃO!!!”. Humberto se assusta, corre e tampa a boca de Taty!

Miss Victória fica feliz com o namoro de Erik e Camila, e sugere um jantar pra comemorar. Humberto e a Gangue quase são presos de novo, mas Dr Alfredo evita isso. Começa o desfile de Taty no Sanatório.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Capítulo 8

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Dr Alfredo chama por Taty colocando a mão em seu ombro, quando Samuel já aos soluços diz: “O que fizeram com você minha irmã?”, Taty diz: “Quem é você? Eu sou sua irmã?” – fazendo Samuel chorar copiosamente diante de Taty.

Samuel abraça Taty aos prantos, Miss Victória olha a cena chorando também, amparada por Dr Alfredo:

Samuel- Taty, minha irmãzinha querida, como pode ficar assim?

Taty- Mas eu sou mesmo sua irmã?

Samuel pensa com ele mesmo: “Papai, mamãe e Elias não podem saber desse estado dela, vou fazer de tudo pra fazer ela melhorar, e assim que tiver uma melhora, aviso eles!”.

DOIS MESES DEPOIS: Erik desce do avião, cheio de presentes e encontra Miss Victória no saguão do aeroporto. Os dois se abraçam cheio de saudades. Erik diz:

Erik – Que saudades de vc mamãe, trouxe presente pra todos!

Miss Victória – Hmmmmmmm, to vendo um pacotinho vermelho aí, é o que eu to pensando?

Erik – Não podia deixar de presentear a Camila né? Gosto muito dela, uma grande amiga!

Os dois vão caminhando enquanto Miss Victória diz: “Mas anda filho! Me conta como foi a viagem!”.

Após um tempo afastado, recuperando-se da emboscada, Pedro retoma as suas atividades na delegacia. Vai até a cela anunciar aos presos o seu retorno. Chega cantando: “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar...”. Chinelão diz ao delegado que lamenta o ocorrido. “Quem poderia fazer uma maldade dessas? Todo mundo adora o senhor...”, declara. “Cala a boca, baba-ovo! Na minha delegacia, precisa muito mais do que isso pra ganhar comida quente!”, corta o policial, que acrescenta: “Os vagabundos que fizeram isso comigo são amadores, cometeram um erro crucial: ME DEIXARAM VIVO! Mas eu vou descobrir quem são e mostrar pra eles como se faz o serviço bem feito!!!”.

Humberto está reunido com Rubens e Rogério e os três conversam sobre Erik. Nisso chegam Felipe e Marcelo, os dois com a cara vermelha:

Humberto- Nossa! Enfiaram a cara no forno?

Felipe- Problemas “cardíacos”!

Marcelo- As mulheres não querem saber mais de homens de verdade, preferem homens metidos a intelectuais, ou seja, homens molengas!

Humberto- Como o meu querido irmãozinho Erik? Hahahahahahaha

Rogério corta a conversa: - To tendo uma idéia aqui, Humberto, poderíamos dar uma bela recepção de “boas vindas” ao Erik!

Rubens- Boa idéia viu...o que acha chefe?

Humberto- Sabe que eu tava pensando em fazer algo parecido? Mas o que vocês sugerem?

Rogério- Que tal acabar com aquele Opala cafona dele? Poderíamos por exemplo dar uma “calibrada” nos pneus, trocar aquele vermelho brilhante por uma cor de burro quando foge, e ainda deixar uma mensagem de boas vindas no parabrisa, que eu sugiro dar uma boa de uma tijolada também!

Humberto- E não é que o nosso capacho finalmente teve uma boa idéia! Estreou o cérebro finalmente!

Rubens- Ta aí, gostei da idéia. Hahahahahahahahaha (risada maléfica)

Taty está em seu quarto na clínica, ninando uma boneca Gingadinha, da Estrela. Dr. Alfredo entra, trazendo Miss Victória e Samuel. “Visita!”, anuncia, e se retira. Sem saber como a interna vai reagir, Victória lhe dá oi. “Vovó!”, exclama a jovem. A estilista comenta com Samuel: “Acho que ela é um caso perdido”. “Vamos ver se ela me reconhece”, propõe o jovem.

Samuel – Oi!

Taty – Oi!

Samuel – Lembra de mim?

Taty – Claro!

Samuel – E você sabe quem eu sou?

Taty – Claro! Você é o Ferrugem, aquele menino que faz os comerciais da Ortopé!

Samuel – Hein?

Taty – Buuuuuuuuuuuuuuuuuu!

Samuel recua para perto da Miss, assustado. Taty solta uma sonora gargalhada e diz: “É brincadeira, claro que eu sei quem vocês são! Miss Victória e Samuel!” Os olhos dos visitantes cintilam de emoção. Taty diz com a voz embargada: “Samuel! Meu irmão amado, o que seria de mim sem vc?!”. Os três se abraçam e choram.

Erik chega até a fachada da Rádio Giro. Observa com ansiedade, se benze e entra, confiante. Lá encontra o recinto às moscas e fica um pouco desapontado. Passa um homem e ele pede informações, dizendo que está interessado em um emprego, mas que agora já está até mudando de ideia. Não imaginava a zona que era a Rádio, sem saber que, na verdade, trata-se do dono da estação: Manoel Ferraz , que não revela sua identidade, e dá uma de gaiato, dizendo que ouviu dizer que o dono só contrata quando o candidato já chega com uma matéria inusitada, diferente de tudo que já foi visto.

-Minha nossa!!! – lamenta o desolado Erik, mas logo depois se anima: adoro desafios, fala pra esse teu chefe que vou fazer uma revolução nessa espelunca.

E sai decidido, sob os muxoxos de Manoel .

- É cada um que me aparece...

João está sentado na frente de casa, fumando seu cachimbo. Josefa chega correndo, esbaforida, aos gritos.

Josefa – CARTA DO SAMUEL! CARTA DO SAMUEL!!!

João – E o que diz?

Josefa - Deixei pra abrir agora. Cadê o Elias?

João – Tá no campo. – pega um berrante e toca bem forte. Elias aparece correndo.

Elias – Chamou, pai?

Josefa – Chegou carta do Samuel. Vou ler. - abre a carta e começa a ler só pra ela. De repente, cai num choro convulsivo. – NÃÃÃO! MEU DEUS, NÃÃO!!!

Elias – O que foi mamãe?

João – Eu achei que ela ia ler em voz alta. Olha, pelo jeito é notícia ruim. Pode ler pra nós, Elias? Tô com preguiça...

Elias começa a ler a carta, que conta a triste trajetória de Taty na cidade grande.

Josefa – Vamos já pra lá!!!

Elias – Isso, mamãe!

João – Isso, vamos. Mas tem que ser agora? Eu acabei de acender meu cachimbo...

Dr Alfredo vai ao quarto de Taty com uma bandeja tampada. Abre, há bolinhas semelhantes à pequenas almôndegas, mas com um aroma mais pronunciado. Oferece a jovem, que refuga. Dr. Alfredo insiste, ela novamente recusa. O doutor pega uma bolinha e come, fazendo cara de quem está achando delicioso. "Não quer mesmo? Tá ótimo", incentiva, ao mesmo tempo em que saboreia outra bolinha. Cansada de tanta insistência, Taty afirma categórica: "Eu sou da roça, sei muito bem o que são essas bolinhas. Isto é cocô de bode, eu não vou comer isso aí!”. Dr. Alfredo faz anotações e comunica Taty: "Acabei de assinar a sua alta". Ela se emociona: “Minha alta?!”. “Sua alta conta”, complementa o médico. “Sim, você ficou aqui um bom tempo, e... Sabe como é, somos uma clínica particular, precisamos comer, meu Landau precisa de gasolina... Mas você está muito bem, se é o que queria saber. E não se preocupe, podemos negociar”. Taty fica sem ação. O Sombra aparece apenas para ela, diz algo em seu ouvido e desaparece. A moça abre um sorriso e propõe ao médico realizar o pagamento sob a forma de um desfile. Ele pede mais detalhes e a moçoila, com os olhos radiantes tal qual o Sol da aurora do novo dia de seu existir, mas usando a boca, explica que a idéia é ela criar modelos de roupas e realizar um desfile com os internos do sanatório. “Hummm... Você acha que há alguma possibilidade da Xuxa desfilar?”, questiona o doutor. “Creio que sim, mas o Pelé viria junto”, responde prontamente a jovem. “Ah, então coloca os internos mesmo. Se eles concordarem, é claro!”, rebate Dr. Alfredo, estendendo a mão para Taty. “Negócio fechado!”, os dois exclamam. A jovem pede para usar o telefone e liga para Miss Victória, que adora a idéia e se dispõe a ajudar no que for preciso.

A Gangue chega na garagem da casa de Miss Victória, onde está guardado o carro de Erik. Rogério carrega as latas de spray, Rubens uma tesoura, Humberto o tijolo. Marcelo e Felipe dão cobertura na entrada da garagem:

Rubens- Eu começo furando os pneus! – E crava a tesoura nos 4 pneus do Opala de Erik

Humberto- Deixa eu atirar logo esse tijolo! – E joga o tijolo no parabrisa do carro, deixando o vidro todo quebradiço com um buraco no meio

Rogério- Agora vem a melhor parte! – E começa a pixar todo o Opala de Erik, e deixa escrito no parabrisa quebrado “Otário!”.

Nisso os 5 saem em disparada da garagem.

Erik conta a Miss Victória sobre o teste da rádio, e ela sugere que ele cubra o desfile que ela e Taty estão organizando no sanatório, pois desfile com loucos é uma coisa inusitada.

Erik está descrente, mas logo pensa:

- Ah, tudo bem. No mínimo vou dar boas gargalhadas com isso.

Miss Vitória rasga elogios a Taty, dizendo que ele precisa conhecê-la, pois é uma jovem encantadora e talentosa, embora esteja um pouco perturbada. Erik logo rebate:

-Mãe, a senhora quer me desencalhar a todo custo, hein! Até maluca virou partidão pra mim.

- Filho, é sério, foi uma sensação que eu tive agora. Acho que essa moça e você têm tudo a ver. Só não me pergunte por que.

-Ah, mas não vou perguntar mesmo... e dizem que com terapia a pessoa melhora...rs!

Os dois dão boas risadas e seguem em direção ao carro para irem até o sanatório, mas encontram o carro do Erik com os 4 pneus furados e pixado. Miss Vitória fica assustadíssima, mas Erik logo declara:

- Por que será que eu não tô surpreso? Como se não soubesse quem aprontou isso...

Camila está em frente ao espelho da penteadeira do seu quarto, suspirando, enquanto se emboneca para ver Erik. Gilda entra no quarto e a encontra bastante animada. As duas conversam sobre o jovem.

Camila - Ai, mamãe, ele é lindo, elegante, cheiroso, inteligente, querido, educado, carinhoso, compreensivo, sensível. Parece até um galã de novelas!

Gilda – Ele não parece, minha filha. Ele É o galã desta novela.

Camila – Ai, mãe... Nem comente isso por aí, o Humberto pode ficar com ciúmes...

Neste momento, Otávio, que passava pelo corredor, entra no quarto.

Otávio – Hein? Eu ouvi vocês falarem do Humberto? Sabem que apesar de tudo, apesar dele ser um ladrãozinho vagabundo, eu tenho que admitir: ele tem alguma coisa, eu não sei exatamente o quê, mas ele tem alguma coisa que me agrada. Vou com a cara dele, acho que este menino tem conserto...

Camila – Na verdade, papai, falávamos do Erik, estou me arrumando para vê-lo.

Otávio – Ah, sim. É, eu acho que ele combina mais com você, tem todo o jeito de quem gosta de passear no parque de mãozinha dada e oferecer maçã-do-amor. Saiba que faço muito gosto de um namoro entre vocês. Capriche bem no visual, não se esqueça de depilar as axilas. Aproveite e raspe o bigode também.

Taty está na máquina de costura criando os modelitos para o desfile. Um grilo pousa na mesa. A jovem admira a graciosidade do ortóptero que lhe dá oi. Ela reage com estranheza, afinal, já não está mais tão louca como nos capítulos anteriores. “Você não está me reconhecendo?”, insiste o grilo. “Não”, responde Taty. O grilo assume rapidamente a forma de um vulto e a moça finalmente o reconhece.

Taty – SOOOMBRAAA!!! MEU AMIGO!!!

Sombra – Isso, berre! Berre bem alto pro pessoal aqui lhe dar uma injeção que você só vai acordar daqui a três meses!

Taty – É mesmo... hihihi

Sombra – Vim lhe dar os parabéns pela evolução! Estás no caminho certo. Vejo um futuro brilhante pra você!

Taty – Você faz previsões? Se importa de ver aí pra mim o próximo resultado da loteria esportiva?

Sombra – Pô, é brincadeira! A gente estende a mão, já querem o braço!

Taty – Mas eu vou doar uma parte para instituições de caridade...

Sombra – Aff... Todos dizem isso antes. Belas roupas!

Taty – Obrigada!

Sombra – De nada. Eu só não entendo por que fazer roupas que ninguém usa no dia-a-dia. Bem coisa de planeta Terra mesmo.

Taty – Estas roupas de desfile não se usa mesmo, mas sugere tendências. São modelitos conceituais.

Sombra – Ah, sim, conceituais. Pôxa vida, isto é incrível.

Taty – O quê é incrível?

Sombra – Você. Há dois meses atrás, era uma menina da roça que fazia roupinhas de boneca. Agora já fala em “modelitos conceituais”... Só em novela mesmo! Bom, eu tenho que ir. Até a próxima!

Dr Alfredo caminha pela rua, satisfeito com mais uma vitória que foi a melhora de Taty, até que encontra Humberto bêbado aos risos com a Gangue. Ele se lembra de Miss Victória se culpando pela surra que deu no filho, e tenta conversar com o pobre marginal: “Humberto, vc é um rapaz brilhante, pq fazer isso com a sua mãe que faz tanto por você?”. O rebelde logo corta o papo e diz: “Que eu saiba você é o analista da minha mãe e nada meu, vê se não enche seu doutorzinho de quinta!”. Dr Alfredo vai embora, Humberto olha pra ele caminhando e diz a Gangue: “Eis aí o nosso próximo alvo!”.

Adhemar está prostrado em um canto da cela enquanto Chinelão e Feitoria jogam cartas. Difícil saber qual dos dois trapaceia mais. Discutem o tempo todo. Adhemar pede silêncio quando o rádio começa a transmitir o programa do pastor Jesuíno: “Porque todos os seres humanos têm o direito de se arrepender! Todos os seres humanos têm direito a uma segunda chance. Jesus morreu para purgar nossos pecados! Jesus foi pregado na cruz! Ele está de braços abertos para receber os que buscam a redenção...”. Adhemar começa a erguer a cabeça, numa emoção crescente. “EU QUERO UMA BÍBLIA! EU PRECISO DE UMA BÍBLIA!!!”, suplica. Diante desta fala, a emoção toma conta também de Feitoria. “Mas olha só! ESTE é o Adhemar que eu conheço! Você tá pretendendo aplicar o golpe do pastor quando sair daqui? Eu posso ajudar, posso ser o cara da muleta!”, exclama. Adhemar começa a chorar. “Será possível que eu nunca vou me livrar da imagem de pilantra, vigarista?”, indaga. “Que é isso? É um ensaio? Faz parte da encenação do golpe do pastor?”, pergunta Feitoria. Aumenta a intensidade do choro de Adhemar. Chinelão, que só observava, interfere:

Chinelão - Para, Feitoria! Respeite um homem em crise!

Feitoria – Para você! Qualé, vai dar uma de mané?

Chinelão – Que mané o quê! Não ta vendo que o hômi não tá bem?

Feitoria – O Chinelão tá ficando sensível... Sabe que cê nunca me enganou? Depois daquela história de chorar quando foi ao ar a última cena com o Jardel...

Chinelão – ISSO ERA SEGREDO!!! EU VOU TE MATAR!!!

Neste momento, Adhemar segura e dá um fraternal abraço em Chinelão.

Adhemar – MEU IRMÃO! Eu sempre tive a impressão de que por trás de você há um homem de bem!!!

Feitoria cai na gargalhada. Chinelão fica um tempo sem ação, pensativo, depois se solta de Adhemar.

Chinelão – Opa, vamos parar por aí. Senão não te defendo mais!

Clarissa está parada em uma esquina. Potenciais clientes andam por ali. “Hoje não!”, informa a todos a libertina. Ela não consegue parar de pensar em Humberto: “Canalha, patife! Aposto que não aparece porque a mamãezinha o colocou de castigo!”. Bruno passa por ali e a aborda. Antes que ele fale qualquer coisa, ela já corta:

Clarissa – Tô de folga!

Bruno – Por favor, eu só queria saber se a senhora sabe se tem algum lugar que venda pirulitos por aqui...

Clarissa – Numa lojinha, dobrando a próxima esquina.

Bruno – Obrigado. A senhora é prostituta?

Clarissa – Não. Sou devota de Santa Maria Madalena e estou pagando uma promessa.

Bruno – Ah, bom. Desculpe, eu não quero atrapalhar. É que achei que a senhora fosse do ramo e gostaria de saber o preço.

Clarissa – Hoje eu estou fechada.

Bruno – Ta bom. Quando a senhora abrir, a gente conversa. – e sai andando.

A jovem meretriz pensa melhor, muda de ideia e chama o garoto de volta, que atende prontamente.

Clarissa – Mas tem uma coisa. Pra você é mais caro.

Bruno – Por quê?

Clarissa – Porque vou ter mais trabalho. Além de prostituta, vou ter que ser professora.

Bruno – A senhora me ofende dizendo isso. Se quer saber, eu já transei DUAS vezes!!!

Clarissa – Ah, para! Você pode enganar os mãos-peludas dos teus coleguinhas de colégio com essa conversa, não a mim, meu filho!!! Se bobear, nem beijar na boca você beijou... Quer saber? Chega de conversa, vamos resolver isso aí. – agarra o donzelo pelo braço e o conduz – Vamos embora, estamos perdendo tempo e tempo é dinheiro. E se me chamar de “Tia” eu te parto ao meio!...

A Gangue está reunida no esconderijo e Humberto explica o plano contra Dr Alfredo:

Humberto – Esse doutorzinho vai ver que não deve se meter com Humberto Ferrez Ruffolini! Vamos dar só um susto nele, ouvi minha mãe comentar com o panaca do meu irmão, que ela vai promover um desfile no Sanatório do cretino. Quem diria minha mãe uma estilista renomada, fazendo desfiles em um sanatório e amiga de uma louca débil mental!

Rubens- Mas como seria esse susto, chefe?

Humberto- Simples, vamos invadir o Sanatório na calada da noite e deixar a nossa marca, mas sem roubar nada, como eu disse, vamos somente dar um susto nesse doutor!

Erik e Miss Victória chegam no sanatório e não encontram Dr Alfredo, os dois decidem procurar ele um em cada canto: “Vai pra esse lado, e eu vou pra aquele lado”, diz Erik. Miss Victória começa a andar por um corredor cheio de quartos e não encontra ninguém. No outro corredor Erik anda olhando para os lados, na sua direção vem vindo Taty com um copo d’água, mas o rapaz não a vê na sua frente, e os dois se esbarram com força, fazendo a água do copo que Taty leva nas mãos caia tudo em cima de Erik:

Taty- Ai desculpa! Não foi por querer! Nossa, acabei te molhando, me desculpa! – Ela começa a passar a mão na camisa molhada de Erik, se desculpando.

Erik- Não foi nada, a culpa é minha por não ter te visto.

Taty para e pergunta: - Mas, quem é você e o que faz aqui?

Nisso os dois ficam frente a frente, olhando um nos olhos do outro.

Taty faz a prova de modelito nos internos do sanatório. Camila se declara pra Erik. Humberto e a Gangue invade o sanatório e se depara com Taty.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Capítulo 7

CAP. Anterior

Miss Victória está parada na porta do seu atelier, até que olha pro poste em frente a entrada e vê que tem um papel colado, com uma foto. Ela chega perto pra ler, e vê a foto de Taty, e quando lê o nome dela “Tatiana Silva”, constata que se trata da ganhadora de seu concurso. Miss Victória olha logo a frente, e vê Samuel colando os papéis, e vai correndo falar com ele.

Miss Victória pergunta a Samuel sobre a garota da foto, ele diz que é a irmã dele que desapareceu depois que veio a cidade graças a ter ganhado um concurso de Moda e Estilo. Miss Victória fica branca, se apresenta como a responsável pelo concurso, e diz que também está muito preocupada com o paradeiro de Taty. Os dois se abraçam, emocionados. São perceptíveis as lágrimas que correm como cascatas de ambos os semblantes. Samuel faz um renhido apelo à Miss: “Me ajuda a ir em busca dela?”. Solicitamente, Miss Victória vai até a garagem do atelier e pega o seu carro. Antes de Samuel embarcar, chega a vez da Miss fazer o seu pedido: “Dá uma limpadinha nos pés antes, tá?”.

Rubens e Rogério conversam sobre Delegado Pedro. Rogério mostra as marcas em seus pulsos, causadas pela corda que o deixou amarrado na cela da delegacia. Rubens bota a mão no rosto e diz novamente que Pedro vai pagar pelo tapa que deu nele. Os dois em comum acordo começam a planejar uma emboscada contra Pedro.

Clarissa está parada em um beco, rodeada por vários rapazes. Humberto chega de moto e expulsa todos, ficando a sós com a jovem mulher da vida. Ela dá um tapa no rosto de Humberto.

Clarissa – Sumiu, mequetrefe!

Humberto – É... tive que fazer uma viagem aí, esquema do trabalho da minha mãe...

Clarissa dá outro tapa na cara do biltre.

Clarissa – Viajou nada, ‘cê fez coisa feia e foi em cana, eu to sabendo!

Humberto reage com cara de menino pego em flagrante na cozinha roubando biscoito:

Humberto – Como você soube?

Clarissa – Escuta aqui! Não fique pensando que eu sou dessas babaquinhas que você desvirgina por aí. Eu me viro, não tenho mamãezinha pra me livrar das roubadas!

Humberto tasca um beijo em Clarissa. Ela lhe desfere um joelhaço na parte que mais dói nos homens, depois do bolso. Os gritos do jovem o colocariam como forte candidato a dublador do Tarzan. Indiferente, Clarissa anuncia:

Clarissa – quero metade da sua parte no roubo pra não escancarar por aí. Sabe, eu tenho uns clientes da imprensa aí... adorariam uma manchete do tipo “Filho de estilista é preso por roubo”... E como você espantou meus clientes, quero a outra metade também, como indenização por lucros cessantes.

Humberto fica atônito e não diz nada.

Clarissa – Agora relaxa... Tá doendo? Peraí que eu sei como acabar com a dor...

Miss Victória e Samuel rodam pela cidade atrás de Taty, mas sem êxito. Samuel faz um importante alerta à Miss: “Dona Victória, a senhora sabe que a gente não deve dar carona a desconhecidos, não?”. E depois indaga: “A senhora se certificou de que eu sou mesmo irmão da Taty? Quem garante que eu não sou na verdade um seqüestrador e estou com ela de refém? Como a senhora pode ter certeza de que eu não sou um psicopata?”. Miss Victória responde, serenamente: “Simples. Psicopatas são inteligentes e jamais falariam uma cretinice do tipo ‘me ajuda a ir em busca dela’, como você falou na nossa cena anterior. Que cacofonia horrorosa!”.

Rubens e Rogério armam uma emboscada para Delegado Pedro. Na calada da noite, quando Pedro sai de sua delegacia. Os dois marginais esperam Pedro em um beco escuro, quando esse chega, Rogério vem por trás e cobre a cabeça dele com um saco de estopa, e o segura, enquanto Rubens começa a dar vários socos em seu estômago.

Após rodarem por boa parte da cidade sem encontrar um único vestígio de Taty, Miss Victória deixa Samuel na pensão familiar onde ele está hospedado e comenta que o único lugar imaginável onde não procuraram foi no Instituto Médico Legal. “Mas eu estou meio cansada, a gente pode deixar pra ir lá amanhã. Afinal, se ela está lá, não vai fugir”, infere. Os dois trocam telefones e se comprometem a um avisar imediatamente o outro caso saiba de algo.

Otávio está com Gilda na sala de casa. Os dois discutem. Ele não se conforma da esposa ajudar a tirar da cadeia os responsáveis pelo roubo de sua empresa. Gilda tenta explicar que tem uma amizade de muitos anos com Miss Victória e que viu seus filhos nascerem. “Até fralda do Humberto eu troquei, me dói ver aquele menino frágil sofrendo numa cadeia, aquilo não é lugar pra ele”, argumenta. Mas o marido não concorda, pois entende que uma temporada na cadeia iria lhe fazer muito bem. “O que me dói é ver a empresa, que eu tanto suei pra erguer, ser saqueada por um bando de jovens meliantes!”, complementa. Gilda contesta: “Ah, não me venha com essa, que quem ergueu esta empresa foi o seu pai, você apenas herdou! E quase nem aparece lá!”. Otávio se exalta: “Mas que absurdo! Eu estive lá mais ou menos umas TRÊS vezes desde que o presidente Figueiredo tomou posse! Como você tem coragem de me dizer isso? Olha, o negócio é o seguinte: estes gatunos vão pagar caro pelo que fizeram, principalmente o Humberto! Vou colocar todo o departamento jurídico da empresa neste caso!”.

Miss Victória chega em casa e descobre que Humberto está no quarto com Clarissa. Ela sobe correndo, invade o aposento e vê os dois deitados na cama. Ao ver a Miss, Clarissa pula da cama apenas de lingerie e a encara, esperando pelo que ela possa fazer. Victória ordena que Humberto se levante da cama, ele está de bruços. “Agora eu não posso”, suplica o filho. Indiferente, a Miss reitera a ordem e novamente o mancebo não obedece. Victória não tem dúvidas, tira o cinto e começa a surrá-lo. “Agora você vai aprender a ser homem! Vou fazer contigo o que eu devia ter feito quando eras uma criança! Antes tarde do que nunca”, vocifera, enquanto deixa vistosos vergões na pele do pimpolho. Clarissa assiste a tudo enquanto se veste. A Miss continua investindo em seu método corretivo no jovem: “Eu aceito tudo! Até um roubo! Meu Deus, até um roubo eu ajudei a abafar. Agora, trazer pra minha casa estas vadias que você pega por aí? Ah, não! Isto é muito pra mim”. Neste momento, Clarissa intervem: “Olha aqui, eu tava quieta até agora, mas não admito que me chamem de vadia!!! Eu ralo, dou duro, não sou filhinha de mamãe! E vim aqui CONVIDADA pelo seu filho. PERUA!!!”. Victória, sem parar de bater em Humberto, não deixa por menos: “PERUA? Você saia já desta casa!”. Altiva, sorridente, Clarissa caminha calmamente, olhando nos olhos da Miss, e dizendo: “Glu Glu!”. Ao chegar na porta, para, olha Humberto apanhando, exclama “Bundão!” e sai às gargalhadas. Miss Victória para de bater e diz ao rebento: “Escuta aqui: você vai passar a noite trancado aqui! Amanhã cedo iremos à casa do Otávio. Você vai pedir desculpas e devolver tudo o que pegou dele! E além disso, está de castigo: não vai ver ‘Os Trapalhões’ no domingo!!!”

Rubens continua dando socos em Pedro, e também a dar vários chutes o deixando sem forças, enquanto Rogério continua segurando ele. De repente, os dois ouvem uma sirene de polícia, e largam Pedro caído no beco escuro. Mas antes Rogério volta e dá um chute na cabeça de Pedro.

Amanhece. Victória leva Humberto à casa de Otávio para pedir desculpas e devolver o roubo. Otávio diz que não tem motivos para simplesmente aceitar as desculpas. Humberto diz que vai devolver o roubo e o empresário fica pensativo. “Eu posso até considerar o caso, mas tenho algumas exigências. Primeiro: eu estou um pouco nervoso, preciso me acalmar. Vá buscar um chazinho de camomila pra mim”, requer. Humberto não entende muito bem, fica sem saber o que fazer, mas um tapa de Miss Victória o faz ir, decidido, à cozinha e voltar com uma fumegante xícara para Otávio. Este toma um gole e reclama que está sem açúcar. “Mas eu já estou mais calmo”, diz, sentando-se na poltrona. “Vou dar uma relaxadinha, permitam-me tirar os sapatos. Meu rapaz, uma lustradinha neles não ia mal...”, comenta. Humberto prontamente deixa os sapatos do empresário brilhando e dele recebe um elogio: “Muito bem! Mas pra ser ótimo, tem mais uma prova. As minhas frieiras andam coçando intensamente nos últimos tempos, preciso que você dê uma assopradinha...”. Neste momento, Humberto se exalta. “Isso eu não faço! Quer saber? Prefiro voltar pra cadeia!!!”, arrisca. Otávio paga pra ver. “Quer mesmo”, pergunta cinicamente enquanto pega o telefone. “Vou colocar todo o departamento jurídico da empresa neste caso”, ameaça. O jovem reconsidera e passa a assoprar os entre-artelhos do empresário, que larga o telefone e se refestela na poltrona. “Falta uma musiquinha, não? Humberto, agora você vai ter que cantar e dançar ‘Menina Veneno’”, impera Otávio, que não acredita no que se passa com ele. Olha para a mãe, que opina: “Agora vai, meu filho. Azar, o pior foi ter que assoprar as frieiras”. Humberto, então, acata. Após muitos ‘... um abajur cor de carne...’, Otávio já está bem calmo, quase dengoso. “Agora eu quero um cafuné”, solicita. Humberto olha para a mãe, incrédulo. Ela exclama: “Acho que chega. Vamos embora, meu filho. Vamos embora antes que ele te peça um beijo!”. Os dois saem. O empresário telefona para o delegado retirando a queixa: “Mais tarde eu irei pessoalmente aí pra tratar da papelada".

Dr. Alfredo vai ao quarto de Taty. Mais uma vez tenta e não consegue extrair dela qualquer informação. Tira do bolso um maço de notas de cem dólares e dá a ela, que faz menção de picotar mas se lembra dos conselhos do Sombra: “Rasgando dinheiro, você só sai daqui em duas hipóteses...”. A jovem conta o dinheiro, guarda no bolso e olha para o médico com cara de feliz. Dr Alfredo faz anotações. “Agora me devolva, por favor”, pede a ela, que ignora solenemente. Ele insiste e ela permanece impassível. O doutor faz anotações e conclui que Taty apresentou uma sensível melhora.

A Gangue está reunida novamente em seu esconderijo. Rubens e Rogério contam sobre a vingança contra Pedro e Humberto os felicita. Porém, acaba contando que levou uma surra de Miss Victória e foi obrigado a devolver o roubo a Otávio. Rogério mais uma vez, querendo dar uma de “bonzão”, começa a caçoar de Humberto: “Hahahahaha, apanhou da mamãezinha e ainda teve que cantar Menina Veneno pro pomposo do Otávio só pra se livrar do xadrez!”, Humberto replica: “Fica quieto seu banana! Pelo menos eu não fiquei amarrado e calado como uma mariquinha igual você!”. Rogério como sempre, abaixa a cabeça e Rubens pergunta por Marcelo e Felipe. Humberto diz: “Devem ta correndo atrás de alguma vadia por aí”.

Miss Victória está em sessão de análise na clínica do Dr. Alfredo. Ela desabafa o seu remorso por ter surrado o pimpolho mais velho com um cinto. O psiquiatra explica que a auto-absolvição é uma conquista que se obtém por meio da não-repetição de atos que nossa consciência nos aponta como erro. “Na próxima vez, surre-o com uma toalha molhada”, sugere. Findo o tempo da consulta, o doutor gentilmente abre a porta da sala para a Miss. Neste momento, Taty anda pelo corredor e é reconhecida por Victória, mas passa reto. Dr. Alfredo explica à Miss que encontrou a jovem na rua, completamente desnorteada, e a trouxe para a clínica. A estilista revela ao médico que ela é a menina que venceu o concurso, pede um telefone emprestado e entra em contato com Samuel.

João, Josefa e Elias estão preocupados com Samuel, que não deu notícias até o momento. Josefa volta a seu oratório e começa a rezar com mais intensidade, pra que não tenha acontecido nada de ruim com Taty e Samuel. João vai até a varanda e ascende seu cachimbo, pensando nos filhos. Elias fica olhando os dois com cara de preocupação também.

Miss Victória liga pra Samuel e ele vai correndo ao sanatório de Dr Alfredo. Os três vão até Taty, que está sentada sozinha no jardim do sanatório, falando sozinha com as rosas, como louca que de fato está. Samuel fica abismado ao ver o estado da irmã mesmo de longe, Miss Victória também fica abismada. Dr Alfredo chama por Taty colocando a mão em seu ombro, quando Samuel já aos soluços diz: “O que fizeram com você minha irmã?”, Taty diz: “Quem é você? Eu sou sua irmã?” – fazendo Samuel chorar copiosamente diante de Taty.

Dois meses se passam e Erik está de volta ao Brasil, e começa a procurar emprego em sua área, como Jornalista. Taty tem sinais de melhora e começa a se lembrar de algumas coisas. Delegado Pedro, mesmo se passando dois meses da emboscada da qual sofreu, investiga incessantemente os autores da emboscada.

Censura veta personagem em Doce Vida

A casa de Madame Trevino (Carolina Floare), teria mais um personagem em seu núcleo. Tratava-se de um personagem travestido de mulher vindo do interior, mas não seria da mesma cidade de Taty (Ângela Pires), que entraria na casa de Madame Trevino para começar "comendo pelas beiradas", e tentar destruir a relação entre Florinda (Bia Bermúdez) e Alex (Wesley Vieira). Porém, a censura enviou um comunicado a emissora paulista, solicitando a autora Arlette J. Gaudin, que retirasse o personagem da novela. Pedido assim atendido, pois ressalta a autora: "Já basta os problemas que tiveram a novela Um Sonho a Mais, na emissora concorrente, não quero problemas desse tipo na minha novela".

Fonte: Revista Miguxa

Carolina Floare, Aline Reis, Bia Bermúdez e Emmanuelle Reis: As Damas da Noite!

A partir da próxima terça feira, a novela Doce Vida entrará em sua segunda fase. E vai contar com um elenco feminino caprichado e um núcleo especial, comandado por Madame Trevino (Carolina Floare): "Estou feliz com a minha personagem, e muito honrada de ter sido convidada pessoalmente pela Arlette J. Gaudin, uma autora que eu confio cegamente!". Aline Reis, que já apareceu na primeira fase com a sua Clarissa, mudou seu visual especialmente pra segunda fase da trama, onde morará na casa de Madame Trevino: "A Arlette fez a Clarissa especialmente pra mim, isso me deixa lisongeada, pois é uma prova de que meu trabalho é reconhecido!" - diz a atriz empolgada. Bia Bermúdez viverá a sonhadora e mulher fatal Florinda: "Pra mim é uma experiência nova, estou super empolgada com a personagem e darei o melhor de mim pra fazer da Florinda um sucesso!". Emmanuelle Reis viverá a francesa Irma, que também vai tentar decolar sua carreira de cantora: "Tive intensivas aulas de canto e também aulas de francês pra compor a Irma, pra mim também é uma experiência nova, pois nunca cantei na minha vida!"

O quarteto de belas mulheres somente vão acrescentar a novela, que apesar de não ter ido ao ar ontem o Capítulo 7, está rendendo uma boa audiência.

Portanto não percam, a partir de terça feira, a segunda fase da novela Doce Vida.

Fonte: Revista Miguxa

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Capítulo 6

CAP. Anterior

Na casa da família de Taty, Samuel se prepara pra partir em busca dela, Elias quer acompanhar-lo mas Samuel acha melhor não. E vai embora ainda de noite, atrás da irmã.

Elias fica na porta de casa, olhando Samuel ir embora em busca de Taty. João está sentado em sua poltrona, com os olhos marejados, pensando em Taty, onde ela se encontra sozinha em uma cidade grande, sem ajuda de ninguém. Josefa vai até o quarto, se ajoelha diante do seu oratório, pega seu terço e começa a rezar.

Taty, mesmo assustada, decide dar atenção ao vulto. Pergunta por seu nome, ele responde perguntando como ela gostaria de chamá-lo. A jovem o batiza de Sombra, que concorda e informa que sua mãe está rezando por ela. Taty não se lembra que tem família. Sombra afirma a ela que será seu anjo protetor. Taty estranha e comenta que ele não se parece com um anjo. Sombra explica que as coisas não são exatamente como se professa na Terra. “Os anjos não são obrigados a se apresentar sempre com aparência de bebê, auréola, asinhas, bunda de fora e tocando harpinha”, esclarece.

Miss Victória é acordada por uma de suas empregadas, dizendo que há uma ligação importante pra ela. Vai atender o telefone e é Delegado Pedro dizendo que Humberto está preso pelo roubo na fábrica de Otávio. Ao saber que o filho foi preso, Miss Victoria tenta ligar para Dr. André, seu advogado, mas o telefone dele está com problema, não faz e não recebe chamadas, começou há uma hora atrás. Miss Victória avisa Gilda, que diz que irá pessoalmente ao escritório do advogado. Victória agradece e lembra que é sexta-feira. “Mas tem que ser hoje, amanhã não tem ninguém”, ressalta.

Chinelão e Feitoria tentam dividir o roubo, mas não conseguem se entender. Chinelão diz a Feitoria que ficará com a maior parte, já que teve a ideia. “Mas eu não vou te deixar mal, pode ficar com os vestidos e lingeries”, oferece. Feitoria protesta, diz que o combinado foi meio a meio e ameaça espalhar pra toda a bandidagem que o comparsa gosta de novelas e chorou quando foi ao ar a última cena com o Jardel Filho em 'Sol de Verão'. Os dois começam a trocar sopapos. Passa uma viatura que olha o alvoroço entre os dois, acha aquilo suspeito, e os prende para averiguação.

No escritório de André, advogado de Miss Victória, Gilda explica a situação. Ele afirma que o delegado não poderá manter os jovens presos, pois não há mandado de prisão e eles não foram pegos em flagrante. Gilda e Dr André vão até o atelier de Miss Victória, e os três vão juntos a delegacia. No caminho, Victória diz ao Dr. André que Adhemar também está preso, mas que não bancará sua defesa. “Ele que se vire com um defensor público”, sentencia.

Na cela, Rubens diz a Felipe e Marcelo que o tapa na cara que ele levou de Delegado Pedro teria retorno. Rogério está na mesma posição desde o dia anterior, amarrado, amordaçado e já sem forças. Na outra cela, Humberto diz a Adhemar que deve a vida que ele tem ao pai, por ele ter sido sempre tão ausente na vida dele. Adhemar diz que dessa vez iria mudar, Humberto diz que uma vez mau caráter, sempre mau caráter, e viveria assim até morrer. Logo aparece Delegado Pedro, que diz a Humberto que ele está livre, que sua mãe havia acionado o advogado dela. Humberto sai da cela deixando Adhemar sozinho novamente. Pedro vai na cela dos outros membros da Gangue, desamarra Rogério, mas antes diz que esse seria só o começo, da próxima ele chamaria o pior preso do presídio pra dar conta dele. Rogério não diz nada e sai da cela calado, se segurando nas paredes. Rubens olha fixamente nos olhos de Pedro, e também sai, juntamente com Marcelo e Felipe.

Dr Alfredo vai até o quarto de Taty. Inicialmente, acha que ela fugiu do quarto, mas a encontra sentada no chão, em um canto do quarto, e pergunta como ela está. Taty diz que está sendo assombrada por um vulto que se diz anjo protetor. Dr. Alfredo a olha, pensativo, e lhe aplica um teste: tira do bolso uma nota de cinco mil cruzeiros e dá a ela, que rasga em pedacinhos. O médico chama os enfermeiros e relata o ocorrido. Eles não acreditam. Dr. Alfredo pega outra nota de cinco mil e dá a Taty, que novamente transforma em fragmentos. Dr. Alfredo afirma que o caso é grave.

Delegado Pedro levanta a ficha de Chinelão e Feitoria, descobre que eles são assaltantes e os manda para a cela. Lá eles encontram Adhemar cabisbaixo. Adhemar convida os comparsas a colocarem a mão na consciência e refletir sobre o que fizeram de suas vidas até então. Nisso, começa a rolar na rádio dentro da cela, as orações de Pastor Jesuíno. As palavras de Pastor Jesuíno começam a tocar fundo em Adhemar, que ouve tudo atentamente. Chinelão e Feitoria olham pra Adhemar com cara de deboche.

Taty está sozinha no quarto, Sombra aparece sob a forma desfocada de um anjo à imagem e semelhança dos afrescos de Michelangelo. Um facho ilumina o rosto de Taty, que começa a considerar a possibilidade de estar diante de um protetor e pergunta se Deus existe mesmo e como ele é. “Pôxa, não me faz pergunta difícil!”, responde Sombra, voltando à sua forma de vulto. O protetor aconselha Taty a evitar, sobretudo diante de Dr. Alfredo e de seus enfermeiros, atos e comportamentos que, no planeta Terra, podem ser interpretados como loucura: “Rasgando dinheiro, você só sai daqui em duas hipóteses: pro cemitério ou sanatório público. Escolha de Sofia, não? E vê se fica esperta, não vai sair por aí dizendo que me viu e conversou comigo! É capaz de te levarem pro programa do Flávio Cavalcanti dizendo que você está possuída...”. Depois, diz que a ajudará a realizar o seu sonho de ser uma estilista famosa. Desmemoriada, Taty não entende muito bem, mas rápidos flashes com ela fazendo roupas para bonecas e da ter participação no concurso vêm à sua cabeça. Desorientada, não tendo em quem confiar ou algo a perder, decide seguir os conselhos de Sombra, que lhe diz que manterão contato, lhe deseja boa noite e desaparece.

Miss Victória diz a Humberto que a cada dia que passa, está mais insustentável ver a vida que ele tem levado. Ele diz a mãe que ela deveria era cuidar dos modelitos bizarros que ela faz e parar de se meter na vida dele, pois já é maior de idade e muito bem vacinado, e sabe se virar sozinho. Miss Victória pede mais respeito e diz que ele deveria agradecer por ela ter tirado ele da prisão. Humberto faz pouco caso e sobe pro seu quarto.

Gilda chega em casa, e encontra Camila pensativa, ela pergunta o que a filha tem, ela diz que estava pensando em Erik, que está com saudades dele e não vê a hora que ele volte de Paris. Gilda pergunta a Camila se ela gosta de verdade de Erik, Camila diz que sim. Nisso ela olha pro relógio e se lembra que ta na hora da estréia da nova novela das 6, e antes de ir pra sala, diz brincando a Gilda que assim que Erik voltar, ela vai mostrar pra ele que com ela as coisas são bem assim...Pão Pão, Beijo Beijo.

Dr Alfredo conversa com os enfermeiros, e diz a eles pra terem mais cuidado com a Taty, os enfermeiros dizem que tudo bem. Depois Dr Alfredo diz que tem um compromisso importante e vai embora, mas que na manhã seguinte estará de volta.

Miss Victória está parada na porta do seu atelier, até que olha pro poste em frente a entrada e vê que tem um papel colado, com uma foto. Ela chega perto pra ler, e vê a foto de Taty, e quando lê o nome dela “Tatiana Silva”, constata que se trata da ganhadora de seu concurso. Miss Victória olha logo a frente, e vê Samuel colando os papéis, e vai correndo falar com ele.

Rubens planeja uma vingança contra Delegado Pedro, com a ajuda de Rogério. Taty segue a risca os conselhos de Sombra. Miss Victória e Samuel procuram por Taty por toda a cidade, até chegar em Dr Alfredo.